O estudo Linguagem Cinematográfica por Marcel Martin é um resumo abrangente de cinema. Martin fala sobre o processo criativo para criar um filme e todos os termos que aplicam ao campo que ele acredita é uma arte. No primeiro capítulo, ele cita André Malraux que disse, “De qualquer forma, o cinema é um indústria.” Porém, no fim do livro, Martin conclui que, “De qualquer forma, ele é uma arte.” Ele defende o argumento que cinema é uma arte através seus definições do processo do cinema. Ele escreve sobre todos os elementos que fazem um filme e como as partes trabalham juntas para criar uma obra de arte. Martin acha que o mundo de um filme “sempre [é] o signo de algo mais, num certo grau”[1]. O cinema tenta de mostrar realidade, mas nunca poder ser realidade. Então, o cinema é uma arte que pode usar elementos como metáforas e símbolos para exprimir realidade e coisas além da realidade.
Cada capítulo do livro fala sobre um elemento diferente, mas a discussão de metáforas e símbolos foi uma das mais importantes temas no livro. Os dois criam o que o espectador recebe de um filme, e os dois afetam tudo do que o diretor quer dizer no seu filme.
Martin dê esta definição de metáfora: “a justaposição por meio da montagem de duas imagens que, confrontadas na mente do espectador, irão produzir um choque psicológico, choque este que deve facilitar a percepção e a assimilação de uma idéia que o diretor quer exprimir pelo filme.”[2] Então, são as metáforas que exprimam as temas e a idéia de um filme. Quando duas imagens ficam juntos, elas sempre criam uma outra idéia. Só uma das imagens não terá significação, mas juntas, as duas têm e dão uma nova imagem na mente da audiência.
No livro do Martin, um símbolo acontece quando a significação além de sua significação direta surge da imagem si mesmo (diferente do choque de duas imagens no caso duma metáfora). A significação criada terá “um valor maior e mais profundo”.[3] Como as metáforas, os símbolos exprimam uma idéia diferente do que a imagem ou um objeto têm a fora do contexto do filme. Martin escreve, “O processo normal do símbolo é sempre fazer surgir uma significação secundária e latente sob o conteúdo imediato e evidente da imagem.”[4]
No capítulo sobre montagem, Martin diz que isso é o elemento mais importante para recordar sobre o cinema, mas através o livro inteiro ele fala mais sobre o efeito e os sentimentos que o cinema dá ao espectador. Esses sentimentos nascem das metáforas e símbolos. Imagens entram em relação com o espectador e “a relativa liberdade de interpretação ao espectador reside no fato de que toda realidade, acontecimento ou gesto é símbolo—ou, mais precisamente, signo—em algum grau.”[5]Através as montagens, o espectador vê todas as imagens que criam metáforas e símbolos e isso cria o todo mundo do filme e o que o filme significa para todos os espectadores. Em minha opinião, são as metáforas e os símbolos que dão significação às montagens e também o filme inteiro.
[1] Martin, Marcel. Linguagem Cinematográfica. Tradução Paulo Neves; revisão técnica Sheila Schvartzman. Sau Paulo: Brasiliense, 2007. P. 18.
[2] Martin, Marcel. Linguagem Cinematográfica. Tradução Paulo Neves; revisão técnica Sheila Schvartzman. Sau Paulo: Brasiliense, 2007. P. 93.
[3] Martin, Marcel. Linguagem Cinematográfica. Tradução Paulo Neves; revisão técnica Sheila Schvartzman. Sau Paulo: Brasiliense, 2007. P. 98.
[4] Martin, Marcel. Linguagem Cinematográfica. Tradução Paulo Neves; revisão técnica Sheila Schvartzman. Sau Paulo: Brasiliense, 2007. P. 105.
[5] Martin, Marcel. Linguagem Cinematográfica. Tradução Paulo Neves; revisão técnica Sheila Schvartzman. Sau Paulo: Brasiliense, 2007. P. 92.
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caderno-cassandra
12 abr 2008 | 04:51
parabéns menina!! bom trabalho! :)